Seungkwan do SEVENTEEN: a voz de Jeju que virou o coração cômico do grupo
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Seungkwan do SEVENTEEN: a voz de Jeju que virou o coração cômico do grupo
Artistas· 7 min

Seungkwan do SEVENTEEN: a voz de Jeju que virou o coração cômico do grupo

Vocalista principal do SEVENTEEN e um dos membros com maior presença de variety do K-Pop atual, Seungkwan combina alcance vocal com timing c

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Seungkwan é a combinação mais rara no K-Pop: vocalista principal com extensão técnica real e timing de comedian que funciona em câmera ao vivo. Essas duas qualidades raramente existem na mesma pessoa com o mesmo nível de desenvolvimento — porque a disciplina que a voz exige e a espontaneidade que o humor de variety exige são formações quase opostas.

Qualquer um dos dois por si só já seria suficiente para uma carreira sólida no K-Pop. Ter os dois com igual intensidade é o que torna Seungkwan o membro do SEVENTEEN mais difícil de substituir em qualquer contexto — musical ou de entretenimento.

— A dualidade de Seungkwan no SEVENTEEN

De Jeju para o centro da vocal unit

Seungkwan (Boo Seungkwan) nasceu na Ilha de Jeju — a única ilha-província da Coreia do Sul — e a origem é parte de como ele se apresenta: com orgulho documentado de Jeju e referências frequentes à ilha em conteúdo. Com o SEVENTEEN desde o debut em 2015, é o vocalista com maior extensão aguda da vocal unit — com falsete e notas de peito nos registros mais altos que são usadas nas partes que requerem mais potência nas faixas do grupo.

O trabalho de variety — incluindo participações em programas como I Can See Your Voice, Amazing Saturday e o reality próprio do SEVENTEEN — demonstrou um timing e uma leitura situacional que funcionam em câmera ao vivo sem o suporte de roteiro. É uma habilidade que muitos idols desenvolvem parcialmente com experiência; Seungkwan parece ter nascido com a base e refinado com exposição.

Nome real
Boo Seung-kwan
Grupo
SEVENTEEN
Agência
Pledis Entertainment / HYBE
Origem
Ilha de Jeju, Coreia do Sul
Função
Vocalista principal / presença de variety

Discografia essencial

Com o SEVENTEEN: Pretty U (2016 — onde o falsete de Seungkwan aparece com mais clareza), Don’t Wanna Cry (2017), Home (2019), Left & Right (2020), Rock with You (2021). Na vocal unit: 아낀다 (Adore U) acústica e performances ao vivo onde a diferença entre Seungkwan e os outros vocalistas é mais audível.

O coração público do SEVENTEEN

Se Woozi é o arquiteto musical do SEVENTEEN e Hoshi é o arquiteto coreográfico, Seungkwan é o que mantém o grupo humano em público — o membro que chora em premiações, que ri mais alto em variety e que faz com que 13 pessoas com personalidades muito distintas pareçam uma família em câmera. Essa função não está na ficha técnica de nenhum lançamento, mas está em todo conteúdo que o grupo já fez.

MC como carreira paralela, não como divertimento

O papel de MC de Seungkwan em programas de entretenimento — especialmente em Knowing Bros e apresentações do SEVENTEEN — não é um hobby de idol popular. É uma habilidade que ele desenvolveu deliberadamente, com timing cômico construído ao longo de anos de aparições. A diferença é visível: idols populares são convidados para programas de entretenimento para serem alvo de humor; Seungkwan é convidado para ser o gerador de humor. É uma posição que abre oportunidades de carreira solo em TV independentemente do calendário do SEVENTEEN.

O sistema de autoprodução do SEVENTEEN

Para entender qualquer membro individual do SEVENTEEN, é preciso entender a estrutura que o grupo opera. Lançado pela Pledis Entertainment em 2015, o SEVENTEEN é dividido em três subunidades internas: hip-hop unit (S.Coups, Wonwoo, Mingyu, Vernon), vocal unit (Woozi, Jeonghan, Joshua, DK, Seungkwan) e performance unit (Hoshi, Jun, The8, Dino). Cada subunidade tem responsabilidades criativas distintas dentro das faixas do grupo — a hip-hop unit normalmente assina os versos de rap, a vocal unit lidera os refrões e momentos melódicos, e a performance unit define a coreografia central.

O que torna essa estrutura incomum no K-Pop é o grau de autonomia criativa real: o SEVENTEEN co-escreve, co-compõe e co-coreografa material desde os primeiros álbuns, papel normalmente reservado a produtores contratados pela agência em outros grupos. Essa divisão de trabalho não é apenas conceitual — está documentada em créditos de álbuns, onde membros como Woozi aparecem repetidamente como compositores e produtores principais, e Hoshi como coreógrafo-chefe.

A jornada desde o pré-debut até a era HYBE

Antes do debut oficial em 2015, o SEVENTEEN passou por um processo de formação documentado em reality show — uma estratégia que a Pledis usou para construir conexão de fã antes mesmo do grupo existir oficialmente. Esse processo incluiu a saída de trainees que não chegaram ao lineup final, uma realidade dura do sistema de formação de grupos que poucos grupos documentam tão abertamente quanto o SEVENTEEN fez.

A trajetória do grupo desde então passou por fases distintas: os primeiros anos de estabelecimento (2015-2017), o período de consolidação como um dos grupos mais consistentes da indústria (2018-2020), e a fase atual sob o guarda-chuva da HYBE, que adquiriu participação na Pledis Entertainment em 2020. Essa mudança trouxe recursos e alcance maiores, mas também gerou debate entre fãs sobre se a autonomia criativa que define o SEVENTEEN seria preservada sob a estrutura corporativa maior da HYBE — uma preocupação que, até o momento, não se confirmou de forma significativa.

CARAT e a base de fãs mais ativa da terceira geração

O fandom do SEVENTEEN, chamado CARAT, é frequentemente citado como um dos mais organizados e dedicados do K-Pop — tanto em volume de streaming e vendas de álbum quanto em projetos coletivos de apoio aos membros, como financiamentos para anúncios de aniversário e campanhas de caridade em nome do grupo. Esse nível de organização não surgiu por acaso: o SEVENTEEN, desde os anos de pré-debut documentados em reality show, construiu uma narrativa de “treze meninos que se tornaram um”, que cultivou conexão emocional profunda antes mesmo do grupo debutar oficialmente.

Esse tipo de vínculo se reflete em métricas comerciais consistentes: o SEVENTEEN tem uma das taxas de vendas de álbum físico mais altas relativamente ao tamanho do fandom em comparação com grupos de popularidade equivalente, o que sugere uma base de consumidores extremamente leal mais do que um pico de popularidade passageiro. Discos como Face the Sun (2022) e FML (2023) venderam volumes que rivalizam com grupos de quarta geração com fanbases nominalmente maiores.

Impacto na indústria e influência em grupos mais novos

O modelo de autoprodução e subunidades do SEVENTEEN influenciou diretamente como outras agências conceberam grupos posteriores. A ideia de dar aos próprios membros responsabilidade criativa real — não apenas simbólica — tornou-se um diferencial de marketing que outros grupos de quarta e quinta geração adotaram parcialmente, ainda que poucos com o mesmo grau de autonomia documentada do SEVENTEEN. Produtores da indústria frequentemente citam o sucesso comercial sustentado do grupo como evidência de que dar voz criativa aos artistas não compromete o apelo comercial — na verdade, pode reforçá-lo ao criar conexão mais autêntica com o público.

2015: o ano mais competitivo para debuts de boy group

O SEVENTEEN debutou em maio de 2015, num dos anos mais competitivos da história recente do K-Pop para lançamentos de boy groups — o mesmo período viu debuts de iKON, MONSTA X e o crescimento acelerado do BTS, que havia debutado dois anos antes. Nesse cenário saturado, a Pledis Entertainment, uma agência de porte médio sem o orçamento de marketing das “big three” da época (SM, YG, JYP), precisou de uma estratégia diferenciada para que o SEVENTEEN se destacasse.

A resposta foi dobrar a aposta na narrativa de autenticidade: mostrar o processo de formação do grupo, incluindo as dificuldades e as saídas de trainees, de forma mais transparente do que a indústria normalmente permitia. Essa abordagem, somada à proposta de autoprodução, criou um nicho de identidade que diferenciou o SEVENTEEN mesmo competindo com grupos de agências com orçamentos muito maiores.

Sustentabilidade de carreira além do pico inicial

Muitos grupos de K-Pop da terceira geração — debutados entre 2012 e 2016 — não sobreviveram além do primeiro contrato de sete anos, seja por dissolução, mudança de formação ou simples desgaste de popularidade. O SEVENTEEN é uma das exceções mais notáveis: quase dez anos depois do debut, o grupo mantém os 13 membros originais ativos, sem mudanças de lineup, e com trajetória comercial ascendente ano após ano — um padrão raro mesmo entre os grupos mais bem-sucedidos da geração.

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Para o coreógrafo do SEVENTEEN, veja Hoshi. Para o produtor musical, veja Woozi. Para o SEVENTEEN completo, vale o artigo sobre o SEVENTEEN.

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