Hoshi do SEVENTEEN: o coreógrafo que define como 13 pessoas se movem em sincronia perfeita
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Hoshi do SEVENTEEN: o coreógrafo que define como 13 pessoas se movem em sincronia perfeita
Artistas· 7 min

Hoshi do SEVENTEEN: o coreógrafo que define como 13 pessoas se movem em sincronia perfeita

Líder da performance unit do SEVENTEEN, Hoshi é o responsável por criar e ensinar as coreografias do grupo — um trabalho de gestão artística

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Hoshi é o responsável por toda a coreografia do SEVENTEEN — o que, num grupo de 13 membros que autoproduz o próprio material, significa gerenciar um processo criativo que começa do zero a cada comeback e que envolve coordenar a movimentação de mais pessoas do que a maioria das coreografias de K-Pop já considerou.

Criar coreografia para 13 pessoas não é criar para uma dança com mais pessoas. É criar sistemas de movimento — onde a geometria do grupo muda de significado dependendo de quem está onde, quando. Hoshi faz isso em cada faixa do SEVENTEEN, de cabeça.

— A escala do trabalho coreográfico de Hoshi

Capitão da performance unit e arquiteto do movimento

Hoshi (Kwon Soon-young) é o capitão da performance unit do SEVENTEEN e o principal coreógrafo do grupo desde o debut em 2015. O trabalho dele não é apenas dançar bem — é criar os sistemas de movimento que outros 12 membros executam, adaptando cada faixa para a formação específica do SEVENTEEN, com subunidades e formações que mudam entre seções da mesma música.

O resultado é visualmente distinto: as coreografias do SEVENTEEN têm uma complexidade de formação que grupos menores raramente tentam, e onde cada posição de cada membro em cada momento carrega significado visual intencional. É design coreográfico no sentido mais literal, executado com a limitação adicional de que o designer também é um dos performers.

Nome real
Kwon Soon-young
Grupo
SEVENTEEN
Agência
Pledis Entertainment / HYBE
Função
Capitão da performance unit / coreógrafo / dançarino principal
Debut
26 de maio de 2015

Coreografias que definem o SEVENTEEN

As performances de SEVENTEEN mais citadas como referências coreográficas são as que Hoshi criou especificamente para a escala de 13 membros: Clap (2017), com a formação de círculos que mudam de direção; Fear (2019), com o colapso gradual da formação como narrativa visual; Rock with You (2021), com a sincronia de subgrupos como contraponto. Em cada uma, a coreografia não é decoração da música — é uma segunda linguagem que conta a mesma história de outra forma.

O custo de ser o criador e o performer

Criar a coreografia e então executá-la ao vivo são atividades com demandas físicas diferentes. Hoshi faz as duas simultaneamente, o que significa que cada apresentação ao vivo é simultaneamente performance e verificação em tempo real de se o que ele criou funciona. É uma pressão específica que os outros membros do SEVENTEEN não têm — e que Hoshi raramente comenta diretamente, deixando as performances falarem por si.

Solo e a extensão do universo criativo fora do SEVENTEEN

O projeto solo de Hoshi — iniciado com o mini-álbum Spider em 2023 — é uma extensão direta do que ele faz no SEVENTEEN: performance concept-driven com coreografia original. A diferença é que no projeto solo, ele tem controle criativo total sobre a narrativa visual, algo que no grupo é necessariamente compartilhado. Os resultados mostram um artista que não precisa do contexto do grupo para ter identidade clara — algo que nem todos os membros de grupos grandes conseguem demonstrar quando separados.

O sistema de autoprodução do SEVENTEEN

Para entender qualquer membro individual do SEVENTEEN, é preciso entender a estrutura que o grupo opera. Lançado pela Pledis Entertainment em 2015, o SEVENTEEN é dividido em três subunidades internas: hip-hop unit (S.Coups, Wonwoo, Mingyu, Vernon), vocal unit (Woozi, Jeonghan, Joshua, DK, Seungkwan) e performance unit (Hoshi, Jun, The8, Dino). Cada subunidade tem responsabilidades criativas distintas dentro das faixas do grupo — a hip-hop unit normalmente assina os versos de rap, a vocal unit lidera os refrões e momentos melódicos, e a performance unit define a coreografia central.

O que torna essa estrutura incomum no K-Pop é o grau de autonomia criativa real: o SEVENTEEN co-escreve, co-compõe e co-coreografa material desde os primeiros álbuns, papel normalmente reservado a produtores contratados pela agência em outros grupos. Essa divisão de trabalho não é apenas conceitual — está documentada em créditos de álbuns, onde membros como Woozi aparecem repetidamente como compositores e produtores principais, e Hoshi como coreógrafo-chefe.

A jornada desde o pré-debut até a era HYBE

Antes do debut oficial em 2015, o SEVENTEEN passou por um processo de formação documentado em reality show — uma estratégia que a Pledis usou para construir conexão de fã antes mesmo do grupo existir oficialmente. Esse processo incluiu a saída de trainees que não chegaram ao lineup final, uma realidade dura do sistema de formação de grupos que poucos grupos documentam tão abertamente quanto o SEVENTEEN fez.

A trajetória do grupo desde então passou por fases distintas: os primeiros anos de estabelecimento (2015-2017), o período de consolidação como um dos grupos mais consistentes da indústria (2018-2020), e a fase atual sob o guarda-chuva da HYBE, que adquiriu participação na Pledis Entertainment em 2020. Essa mudança trouxe recursos e alcance maiores, mas também gerou debate entre fãs sobre se a autonomia criativa que define o SEVENTEEN seria preservada sob a estrutura corporativa maior da HYBE — uma preocupação que, até o momento, não se confirmou de forma significativa.

CARAT e a base de fãs mais ativa da terceira geração

O fandom do SEVENTEEN, chamado CARAT, é frequentemente citado como um dos mais organizados e dedicados do K-Pop — tanto em volume de streaming e vendas de álbum quanto em projetos coletivos de apoio aos membros, como financiamentos para anúncios de aniversário e campanhas de caridade em nome do grupo. Esse nível de organização não surgiu por acaso: o SEVENTEEN, desde os anos de pré-debut documentados em reality show, construiu uma narrativa de “treze meninos que se tornaram um”, que cultivou conexão emocional profunda antes mesmo do grupo debutar oficialmente.

Esse tipo de vínculo se reflete em métricas comerciais consistentes: o SEVENTEEN tem uma das taxas de vendas de álbum físico mais altas relativamente ao tamanho do fandom em comparação com grupos de popularidade equivalente, o que sugere uma base de consumidores extremamente leal mais do que um pico de popularidade passageiro. Discos como Face the Sun (2022) e FML (2023) venderam volumes que rivalizam com grupos de quarta geração com fanbases nominalmente maiores.

Impacto na indústria e influência em grupos mais novos

O modelo de autoprodução e subunidades do SEVENTEEN influenciou diretamente como outras agências conceberam grupos posteriores. A ideia de dar aos próprios membros responsabilidade criativa real — não apenas simbólica — tornou-se um diferencial de marketing que outros grupos de quarta e quinta geração adotaram parcialmente, ainda que poucos com o mesmo grau de autonomia documentada do SEVENTEEN. Produtores da indústria frequentemente citam o sucesso comercial sustentado do grupo como evidência de que dar voz criativa aos artistas não compromete o apelo comercial — na verdade, pode reforçá-lo ao criar conexão mais autêntica com o público.

2015: o ano mais competitivo para debuts de boy group

O SEVENTEEN debutou em maio de 2015, num dos anos mais competitivos da história recente do K-Pop para lançamentos de boy groups — o mesmo período viu debuts de iKON, MONSTA X e o crescimento acelerado do BTS, que havia debutado dois anos antes. Nesse cenário saturado, a Pledis Entertainment, uma agência de porte médio sem o orçamento de marketing das “big three” da época (SM, YG, JYP), precisou de uma estratégia diferenciada para que o SEVENTEEN se destacasse.

A resposta foi dobrar a aposta na narrativa de autenticidade: mostrar o processo de formação do grupo, incluindo as dificuldades e as saídas de trainees, de forma mais transparente do que a indústria normalmente permitia. Essa abordagem, somada à proposta de autoprodução, criou um nicho de identidade que diferenciou o SEVENTEEN mesmo competindo com grupos de agências com orçamentos muito maiores.

Sustentabilidade de carreira além do pico inicial

Muitos grupos de K-Pop da terceira geração — debutados entre 2012 e 2016 — não sobreviveram além do primeiro contrato de sete anos, seja por dissolução, mudança de formação ou simples desgaste de popularidade. O SEVENTEEN é uma das exceções mais notáveis: quase dez anos depois do debut, o grupo mantém os 13 membros originais ativos, sem mudanças de lineup, e com trajetória comercial ascendente ano após ano — um padrão raro mesmo entre os grupos mais bem-sucedidos da geração.

Se você gostou, veja também

Para o produtor musical do SEVENTEEN que complementa o trabalho coreográfico de Hoshi, veja o perfil de Woozi. Para o maknae que trabalha com Hoshi na criação de coreografias, veja Dino. Para o SEVENTEEN completo, vale o artigo sobre o SEVENTEEN.

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