Dino do SEVENTEEN: o maknae que herdou Michael Jackson e cria coreografia com Hoshi
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Dino do SEVENTEEN: o maknae que herdou Michael Jackson e cria coreografia com Hoshi
Artistas· 7 min

Dino do SEVENTEEN: o maknae que herdou Michael Jackson e cria coreografia com Hoshi

Membro mais jovem do SEVENTEEN, Dino é um dos raros maknaes que construíram identidade artística própria dentro do grupo — com influência de

O que você vai encontrar · 11 seções

Dino é o maknae do SEVENTEEN — o mais jovem dos 13 membros — mas a posição não define o que ele é artisticamente. Desde o debut, Dino demonstrou que o papel de dançarino com influências de Michael Jackson era mais do que um conceito de marketing: era uma direção estética real desenvolvida com consistência ao longo dos anos.

Ser o caçula de um grupo de 13 pessoas em que todos têm fortes personalidades artísticas exige um tipo específico de segurança em si mesmo. Dino demonstrou essa segurança através da dança — a área onde ele fala com maior clareza.

— O papel de Dino no SEVENTEEN

Michael Jackson como referência real, não como citação

Dino (Lee Chan) é o membro mais jovem do SEVENTEEN e da performance unit — o subgrupo liderado por Hoshi. A referência a Michael Jackson no perfil de Dino não é aleatória: ele começou a dançar aos três anos com influência direta do repertório de MJ, visível no estilo de movement — uso de isolamentos, economia de gestos em momentos de impacto, capacidade de fazer transições entre suave e abrupto sem perder fluidez.

Dentro do SEVENTEEN, onde Hoshi é o principal coreógrafo, Dino ocupa posição específica: o executante que mais claramente traduz a intenção coreográfica de Hoshi, com estilo pessoal reconhecível que complementa, não compete com, a liderança criativa do grupo.

Nome real
Lee Chan
Grupo
SEVENTEEN
Agência
Pledis Entertainment / HYBE
Função
Dançarino — performance unit / maknae
Debut
26 de maio de 2015 (aos 16 anos)

Discografia essencial

Como parte do SEVENTEEN: Mansae (2015), Pretty U (2016), Don’t Wanna Cry (2017), Hit (2019), Rock with You (2021). Na performance unit, coreografias de Highlight e Left & Right são onde a influência de MJ no estilo de Dino é mais diretamente visível. Seu debut solo Howl (2023) foi o primeiro registro completo da direção artística fora da estrutura do grupo.

Crescimento em tempo real: de trainee a veterano

Uma das coisas mais incomuns sobre Dino no K-Pop é que os fãs o viram crescer de adolescente a adulto em tempo real — com todas as transições físicas e artísticas que isso implica. O Dino de 2015, com 16 anos, é visivelmente diferente do Dino de 2023. Essa transformação documentada é parte do apelo: há um arquivo completo de quem ele era e como chegou a ser quem é agora, criando um tipo de conexão de fã difícil de fabricar artificialmente.

Evolução de papel além da performance

Com o tempo, o papel de Dino no SEVENTEEN evoluiu além do “dançarino com referência de MJ”. Ele se tornou também compositor em projetos internos e demonstrou interesse em direção artística que vai além da performance. O sistema de autoprodução do SEVENTEEN permite esse tipo de expansão gradual — diferente de grupos onde os papéis são fixos pelo conceito de debut. Para Dino, que debutou com identidade muito bem definida, a expansão para outras dimensões criativas representa a segunda fase de uma carreira construída com base sólida desde o início.

O sistema de autoprodução do SEVENTEEN

Para entender qualquer membro individual do SEVENTEEN, é preciso entender a estrutura que o grupo opera. Lançado pela Pledis Entertainment em 2015, o SEVENTEEN é dividido em três subunidades internas: hip-hop unit (S.Coups, Wonwoo, Mingyu, Vernon), vocal unit (Woozi, Jeonghan, Joshua, DK, Seungkwan) e performance unit (Hoshi, Jun, The8, Dino). Cada subunidade tem responsabilidades criativas distintas dentro das faixas do grupo — a hip-hop unit normalmente assina os versos de rap, a vocal unit lidera os refrões e momentos melódicos, e a performance unit define a coreografia central.

O que torna essa estrutura incomum no K-Pop é o grau de autonomia criativa real: o SEVENTEEN co-escreve, co-compõe e co-coreografa material desde os primeiros álbuns, papel normalmente reservado a produtores contratados pela agência em outros grupos. Essa divisão de trabalho não é apenas conceitual — está documentada em créditos de álbuns, onde membros como Woozi aparecem repetidamente como compositores e produtores principais, e Hoshi como coreógrafo-chefe.

A jornada desde o pré-debut até a era HYBE

Antes do debut oficial em 2015, o SEVENTEEN passou por um processo de formação documentado em reality show — uma estratégia que a Pledis usou para construir conexão de fã antes mesmo do grupo existir oficialmente. Esse processo incluiu a saída de trainees que não chegaram ao lineup final, uma realidade dura do sistema de formação de grupos que poucos grupos documentam tão abertamente quanto o SEVENTEEN fez.

A trajetória do grupo desde então passou por fases distintas: os primeiros anos de estabelecimento (2015-2017), o período de consolidação como um dos grupos mais consistentes da indústria (2018-2020), e a fase atual sob o guarda-chuva da HYBE, que adquiriu participação na Pledis Entertainment em 2020. Essa mudança trouxe recursos e alcance maiores, mas também gerou debate entre fãs sobre se a autonomia criativa que define o SEVENTEEN seria preservada sob a estrutura corporativa maior da HYBE — uma preocupação que, até o momento, não se confirmou de forma significativa.

CARAT e a base de fãs mais ativa da terceira geração

O fandom do SEVENTEEN, chamado CARAT, é frequentemente citado como um dos mais organizados e dedicados do K-Pop — tanto em volume de streaming e vendas de álbum quanto em projetos coletivos de apoio aos membros, como financiamentos para anúncios de aniversário e campanhas de caridade em nome do grupo. Esse nível de organização não surgiu por acaso: o SEVENTEEN, desde os anos de pré-debut documentados em reality show, construiu uma narrativa de “treze meninos que se tornaram um”, que cultivou conexão emocional profunda antes mesmo do grupo debutar oficialmente.

Esse tipo de vínculo se reflete em métricas comerciais consistentes: o SEVENTEEN tem uma das taxas de vendas de álbum físico mais altas relativamente ao tamanho do fandom em comparação com grupos de popularidade equivalente, o que sugere uma base de consumidores extremamente leal mais do que um pico de popularidade passageiro. Discos como Face the Sun (2022) e FML (2023) venderam volumes que rivalizam com grupos de quarta geração com fanbases nominalmente maiores.

Impacto na indústria e influência em grupos mais novos

O modelo de autoprodução e subunidades do SEVENTEEN influenciou diretamente como outras agências conceberam grupos posteriores. A ideia de dar aos próprios membros responsabilidade criativa real — não apenas simbólica — tornou-se um diferencial de marketing que outros grupos de quarta e quinta geração adotaram parcialmente, ainda que poucos com o mesmo grau de autonomia documentada do SEVENTEEN. Produtores da indústria frequentemente citam o sucesso comercial sustentado do grupo como evidência de que dar voz criativa aos artistas não compromete o apelo comercial — na verdade, pode reforçá-lo ao criar conexão mais autêntica com o público.

2015: o ano mais competitivo para debuts de boy group

O SEVENTEEN debutou em maio de 2015, num dos anos mais competitivos da história recente do K-Pop para lançamentos de boy groups — o mesmo período viu debuts de iKON, MONSTA X e o crescimento acelerado do BTS, que havia debutado dois anos antes. Nesse cenário saturado, a Pledis Entertainment, uma agência de porte médio sem o orçamento de marketing das “big three” da época (SM, YG, JYP), precisou de uma estratégia diferenciada para que o SEVENTEEN se destacasse.

A resposta foi dobrar a aposta na narrativa de autenticidade: mostrar o processo de formação do grupo, incluindo as dificuldades e as saídas de trainees, de forma mais transparente do que a indústria normalmente permitia. Essa abordagem, somada à proposta de autoprodução, criou um nicho de identidade que diferenciou o SEVENTEEN mesmo competindo com grupos de agências com orçamentos muito maiores.

Sustentabilidade de carreira além do pico inicial

Muitos grupos de K-Pop da terceira geração — debutados entre 2012 e 2016 — não sobreviveram além do primeiro contrato de sete anos, seja por dissolução, mudança de formação ou simples desgaste de popularidade. O SEVENTEEN é uma das exceções mais notáveis: quase dez anos depois do debut, o grupo mantém os 13 membros originais ativos, sem mudanças de lineup, e com trajetória comercial ascendente ano após ano — um padrão raro mesmo entre os grupos mais bem-sucedidos da geração.

Se você gostou, veja também

Para o coreógrafo principal que trabalha com Dino na performance unit, veja Hoshi. Para o SEVENTEEN completo, veja o artigo sobre o SEVENTEEN.

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