Woozi do SEVENTEEN: o produtor que escreveu o som de um dos maiores grupos do K-Pop
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Woozi do SEVENTEEN: o produtor que escreveu o som de um dos maiores grupos do K-Pop
Artistas· 7 min

Woozi do SEVENTEEN: o produtor que escreveu o som de um dos maiores grupos do K-Pop

Líder da vocal unit e principal compositor do SEVENTEEN, Woozi é responsável por grande parte da identidade musical do grupo — com créditos

O que você vai encontrar · 11 seções

Woozi é o motivo pelo qual o SEVENTEEN tem som próprio. Não é exagero editorial — é uma afirmação verificável nos créditos de composição de praticamente cada álbum do grupo desde 2015. Num sistema em que grupos de idol dependem de produtores externos para definir identidade musical, o SEVENTEEN tem um membro que faz isso internamente. Isso muda tudo sobre como o grupo evolui.

Quando um grupo controla a própria música, a evolução artística acontece de dentro para fora. O SEVENTEEN de 2015 e o SEVENTEEN de 2024 soam como o mesmo grupo em fases diferentes — e a voz compositiva de Woozi é a linha contínua entre esses dois momentos.

— O impacto de Woozi na identidade musical do SEVENTEEN

Woozi (Lee Ji-hoon) é o líder da vocal unit do SEVENTEEN e o principal compositor do grupo. Os créditos acumulados ao longo de álbuns como Al1 (2017), You Make My Day (2018), An Ode (2019) e Face the Sun (2022) incluem composição, letras e produção — com uma consistência de crédito que poucos idols de qualquer geração alcançam.

A voz de Woozi é um tenor com toque suave e controle de falsete que define o registro mais introspectivo do SEVENTEEN. Nas faixas que equilibram pop de dança com emoção — a fórmula mais característica do grupo — Woozi frequentemente fica nas partes que exigem precisão técnica sem ostentação: o tipo de vocalização que sustenta a música sem precisar ser o momento de destaque.

Nome real
Lee Ji-hoon
Grupo
SEVENTEEN
Agência
Pledis Entertainment / HYBE
Função
Líder da vocal unit / compositor / produtor
Créditos
Principal compositor em todos os álbuns do SEVENTEEN (2015–presente)

Discografia essencial

As faixas onde a composição de Woozi é mais característica: 아낀다 (Adore U) (2015, debut), Pretty U (2016), Don’t Wanna Cry (2017), HOME;RUN (2020) e God of Music (2022). Cada uma demonstra um aspecto diferente do alcance compositivo — de pop efervescente a balada orquestral a anthems de estádio.

O produtor que não precisa sair do grupo para produzir

A maioria dos idols que quer seguir carreira de produção eventualmente lança projetos solo paralelos ou sai do grupo. Woozi faz o trabalho de produtor dentro do SEVENTEEN — e isso cria uma relação única entre o artista e o material: ele não está produzindo para clientes, está produzindo para o grupo do qual faz parte. O investimento emocional no resultado é diferente, e isso aparece na música.

Composição como poder real dentro do SEVENTEEN

No K-Pop, produção musical costuma ser centralizada em equipes de produtores contratados pelas agências. O SEVENTEEN é uma exceção estrutural: Woozi é creditado em composição e produção em proporção que poucos outros idols conseguem — não como colaboração simbólica, mas como trabalho real de estúdio. Isso tem implicações práticas: o SEVENTEEN tem controle sobre o próprio som de uma forma que grupos da mesma geração não têm, e esse controle passa em parte significativa por Woozi. É a diferença entre ser um produto musical e ser um autor musical.

O sistema de autoprodução do SEVENTEEN

Para entender qualquer membro individual do SEVENTEEN, é preciso entender a estrutura que o grupo opera. Lançado pela Pledis Entertainment em 2015, o SEVENTEEN é dividido em três subunidades internas: hip-hop unit (S.Coups, Wonwoo, Mingyu, Vernon), vocal unit (Woozi, Jeonghan, Joshua, DK, Seungkwan) e performance unit (Hoshi, Jun, The8, Dino). Cada subunidade tem responsabilidades criativas distintas dentro das faixas do grupo — a hip-hop unit normalmente assina os versos de rap, a vocal unit lidera os refrões e momentos melódicos, e a performance unit define a coreografia central.

O que torna essa estrutura incomum no K-Pop é o grau de autonomia criativa real: o SEVENTEEN co-escreve, co-compõe e co-coreografa material desde os primeiros álbuns, papel normalmente reservado a produtores contratados pela agência em outros grupos. Essa divisão de trabalho não é apenas conceitual — está documentada em créditos de álbuns, onde membros como Woozi aparecem repetidamente como compositores e produtores principais, e Hoshi como coreógrafo-chefe.

A jornada desde o pré-debut até a era HYBE

Antes do debut oficial em 2015, o SEVENTEEN passou por um processo de formação documentado em reality show — uma estratégia que a Pledis usou para construir conexão de fã antes mesmo do grupo existir oficialmente. Esse processo incluiu a saída de trainees que não chegaram ao lineup final, uma realidade dura do sistema de formação de grupos que poucos grupos documentam tão abertamente quanto o SEVENTEEN fez.

A trajetória do grupo desde então passou por fases distintas: os primeiros anos de estabelecimento (2015-2017), o período de consolidação como um dos grupos mais consistentes da indústria (2018-2020), e a fase atual sob o guarda-chuva da HYBE, que adquiriu participação na Pledis Entertainment em 2020. Essa mudança trouxe recursos e alcance maiores, mas também gerou debate entre fãs sobre se a autonomia criativa que define o SEVENTEEN seria preservada sob a estrutura corporativa maior da HYBE — uma preocupação que, até o momento, não se confirmou de forma significativa.

CARAT e a base de fãs mais ativa da terceira geração

O fandom do SEVENTEEN, chamado CARAT, é frequentemente citado como um dos mais organizados e dedicados do K-Pop — tanto em volume de streaming e vendas de álbum quanto em projetos coletivos de apoio aos membros, como financiamentos para anúncios de aniversário e campanhas de caridade em nome do grupo. Esse nível de organização não surgiu por acaso: o SEVENTEEN, desde os anos de pré-debut documentados em reality show, construiu uma narrativa de “treze meninos que se tornaram um”, que cultivou conexão emocional profunda antes mesmo do grupo debutar oficialmente.

Esse tipo de vínculo se reflete em métricas comerciais consistentes: o SEVENTEEN tem uma das taxas de vendas de álbum físico mais altas relativamente ao tamanho do fandom em comparação com grupos de popularidade equivalente, o que sugere uma base de consumidores extremamente leal mais do que um pico de popularidade passageiro. Discos como Face the Sun (2022) e FML (2023) venderam volumes que rivalizam com grupos de quarta geração com fanbases nominalmente maiores.

Impacto na indústria e influência em grupos mais novos

O modelo de autoprodução e subunidades do SEVENTEEN influenciou diretamente como outras agências conceberam grupos posteriores. A ideia de dar aos próprios membros responsabilidade criativa real — não apenas simbólica — tornou-se um diferencial de marketing que outros grupos de quarta e quinta geração adotaram parcialmente, ainda que poucos com o mesmo grau de autonomia documentada do SEVENTEEN. Produtores da indústria frequentemente citam o sucesso comercial sustentado do grupo como evidência de que dar voz criativa aos artistas não compromete o apelo comercial — na verdade, pode reforçá-lo ao criar conexão mais autêntica com o público.

2015: o ano mais competitivo para debuts de boy group

O SEVENTEEN debutou em maio de 2015, num dos anos mais competitivos da história recente do K-Pop para lançamentos de boy groups — o mesmo período viu debuts de iKON, MONSTA X e o crescimento acelerado do BTS, que havia debutado dois anos antes. Nesse cenário saturado, a Pledis Entertainment, uma agência de porte médio sem o orçamento de marketing das “big three” da época (SM, YG, JYP), precisou de uma estratégia diferenciada para que o SEVENTEEN se destacasse.

A resposta foi dobrar a aposta na narrativa de autenticidade: mostrar o processo de formação do grupo, incluindo as dificuldades e as saídas de trainees, de forma mais transparente do que a indústria normalmente permitia. Essa abordagem, somada à proposta de autoprodução, criou um nicho de identidade que diferenciou o SEVENTEEN mesmo competindo com grupos de agências com orçamentos muito maiores.

Sustentabilidade de carreira além do pico inicial

Muitos grupos de K-Pop da terceira geração — debutados entre 2012 e 2016 — não sobreviveram além do primeiro contrato de sete anos, seja por dissolução, mudança de formação ou simples desgaste de popularidade. O SEVENTEEN é uma das exceções mais notáveis: quase dez anos depois do debut, o grupo mantém os 13 membros originais ativos, sem mudanças de lineup, e com trajetória comercial ascendente ano após ano — um padrão raro mesmo entre os grupos mais bem-sucedidos da geração.

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Para o líder do SEVENTEEN e como a liderança funciona no grupo, veja o perfil de S.Coups. Para o grupo completo, vale o artigo sobre o SEVENTEEN.

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