Review: Newtopia (2025) — Vale a Pena o Romance no Apocalipse Zumbi?
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K-drama

Review: Newtopia (2025) — Vale a Pena o Romance no Apocalipse Zumbi?

Newtopia mistura romance de casal recém-separado com sobrevivência zumbi. Direção elogiada, roteiro dividiu opiniões. Veja a análise completa com Jisoo e Park Jeong-min.

3 min
Review: Newtopia (2025) — Vale a Pena o Romance no Apocalipse Zumbi?
O que você vai encontrar · 4 seções

Newtopia tenta uma combinação incomum mesmo pros padrões inventivos do k-drama: romance de casal recém-separado tentando se reencontrar, no meio de um surto zumbi que toma a Coreia do Sul da noite pro dia. A ambição por trás da mistura é clara — direção de Yoon Sung-hyun (de “Time to Hunt”) e roteiro assinado por Han Jin-won, um dos roteiristas de “Parasita” — mas o resultado dividiu crítica e público de um jeito que vale examinar com cuidado antes de maratonar os 8 episódios.

Enquanto o mundo desmorona, os dois personagens centrais discutem se ainda vale a pena tentar de novo. Newtopia aposta que sobrevivência e reconciliação amorosa podem ocupar o mesmo espaço narrativo — nem sempre com sucesso.

— a tensão entre gêneros que a série tenta equilibrar

Ficha Técnica

Ano
2025
Episódios
8
Gênero
Fantasia romântica, sobrevivência zumbi
Plataforma
Coupang Play (Coreia) / Amazon Prime Video (internacional)
Diretor
Yoon Sung-hyun
Roteirista
Han Jin-won (co-roteirista de “Parasita”)
Protagonistas
Park Jeong-min, Jisoo (BLACKPINK)

A premissa: reatar o relacionamento no meio do apocalipse

Park Jeong-min interpreta Lee Jae-yoon, que se alista tardiamente no serviço militar bem no momento em que um surto zumbi começa a se espalhar pelo país. Jisoo, do BLACKPINK, vive Kang Young-joo, funcionária júnior recém-contratada — e ex-namorada de Jae-yoon, com quem ele terminou pouco antes do início da história. A série usa o caos da sobrevivência coletiva como pano de fundo forçado pra reaproximar os dois, tentando equilibrar tensão de gênero apocalíptico com o desenvolvimento emocional típico de romance coreano.

Onde a aposta funciona: direção de arte e atmosfera

A crítica internacional destacou consistentemente a qualidade visual da produção — enquadramentos cuidadosos, mise-en-scène que aproveita bem o contraste entre cenário urbano cotidiano e o colapso repentino causado pela infecção. É um ponto forte esperado considerando o currículo de Yoon Sung-hyun como diretor, e ajuda a sustentar o interesse mesmo quando o roteiro patina em outras frentes.

Onde a aposta esbarra: ritmo e tensão narrativa

A recepção crítica de Newtopia foi mista: elogios à estética dividiram espaço com críticas recorrentes a um roteiro descrito como preguiçoso em pontos-chave, com tensão dramática mais fraca do que o gênero de sobrevivência normalmente exige. Parte da crítica também apontou atuações centrais aquém do esperado — avaliação que contrasta com o peso do nome de Han Jin-won no roteiro, dado seu trabalho anterior premiado em “Parasita”.

Nem toda combinação de gêneros ambiciosa se sustenta igual

A mistura de romance com sobrevivência zumbi já rendeu bons resultados em outras produções coreanas — mas exige que as duas metades da história se alimentem uma da outra. Em Newtopia, crítica recorrente aponta que o lado romântico às vezes desacelera a tensão de sobrevivência, em vez de reforçá-la.

Nossa análise

✅ Pontos fortes

  • Direção de arte e composição visual acima da média do gênero
  • Premissa de casal se reencontrando durante colapso social tem potencial genuíno
  • Formato de 8 episódios evita esticar demais uma trama que já tem ritmo desigual

❌ Pontos fracos

  • Tensão dramática mais fraca do que o gênero de sobrevivência zumbi normalmente entrega
  • Roteiro considerado irregular em pontos-chave, mesmo vindo de um roteirista premiado
  • Atuações centrais avaliadas pela crítica como abaixo do esperado para o elenco

Nossa avaliação

6.4/10

Entretenimento mediano

Visual bonito segurando uma história que não decide se quer ser romance ou sobrevivência — funciona melhor com expectativa ajustada.

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