Review: Exhuma (2024) — o Horror Ocultista que Virou Fenômeno de Bilheteria
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K-drama

Review: Exhuma (2024) — o Horror Ocultista que Virou Fenômeno de Bilheteria

Exhuma foi o filme coreano de maior bilheteria de 2024, com 93% no Rotten Tomatoes. Veja a análise completa do horror de xamanismo com Choi Min-sik e Kim Go-eun.

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Review: Exhuma (2024) — o Horror Ocultista que Virou Fenômeno de Bilheteria
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Exhuma (파묘) foi o filme coreano de maior bilheteria de 2024, o sétimo maior de toda a história do cinema coreano, com quase 12 milhões de espectadores e cerca de US$ 93,9 milhões arrecadados mundialmente a partir de um orçamento de apenas US$ 11 milhões. Números desse tamanho para um filme de horror/ocultismo com foco em xamanismo coreano — gênero historicamente de nicho mesmo dentro do próprio mercado local — sinalizam que o diretor Jang Jae-hyun acertou em cheio numa combinação rara: terror genuíno com pesquisa cultural séria por trás.

Exumar um túmulo amaldiçoado devia encerrar o problema. Em Exhuma, é só o primeiro erro de uma série de decisões que vão revelando uma ferida histórica muito mais profunda do que qualquer maldição de família isolada.

— a estrutura em duas partes que sustenta a tensão do filme

Ficha Técnica

Título original
파묘
Ano
2024
Duração
134 minutos
Gênero
Horror, mistério, ocultismo
Diretor
Jang Jae-hyun
Protagonistas
Choi Min-sik, Kim Go-eun, Yoo Hae-jin, Lee Do-hyun

A premissa: uma equipe contratada pra mudar um túmulo amaldiçoado de lugar

Uma xamã, interpretada por Kim Go-eun, e seu protegido, vivido por Lee Do-hyun, são contratados por uma família rica nos Estados Unidos pra investigar uma doença misteriosa que atinge o filho mais novo da linhagem — mal que a xamã identifica como maldição ligada a um ancestral enterrado de forma errada. A solução parece direta: contratar um mestre de feng shui e geomancia, interpretado por Choi Min-sik, e um agente funerário, vivido por Yoo Hae-jin, pra exumar e realocar o túmulo problemático. O ato de exumação, no entanto, é só o gatilho: liberta um espírito vingativo, e um segundo enterro revela algo ainda mais perturbador — um guardião samurai protegendo uma estaca espiritual enterrada pelo Japão Imperial pra suprimir a força vital da nação coreana.

Por que a segunda metade muda completamente o filme

A estrutura em duas partes é a decisão narrativa mais arriscada e mais bem-sucedida de Exhuma: a primeira metade estabelece um horror de maldição familiar relativamente convencional, enquanto a segunda expande a escala do problema para uma ferida histórica coletiva — a ocupação japonesa da Coreia — sem que a transição pareça um filme diferente colado no meio. Essa ambição de tratar trauma histórico nacional através do gênero de horror ocultista é o que separa Exhuma de terror de fórmula, e explica boa parte do porquê o filme ressoou tão fortemente com o público coreano especificamente.

⚠️ Zona de spoiler: o que realmente está enterrado

O segundo enterro descoberto pela equipe não é apenas outro corpo — é uma estaca de ferro colocada por ocupantes japoneses num ponto geomântico estratégico, prática histórica real associada à tentativa de suprimir a energia espiritual coletiva da Coreia durante a ocupação. O filme usa isso como virada temática, não só reviravolta de enredo.

O reconhecimento internacional e crítico

Além do sucesso comercial, Exhuma acumulou reconhecimento amplo: vitórias no Baeksang Arts Awards e no Blue Dragon Film Awards (incluindo Melhor Diretor e Melhor Atriz), Prêmio Especial do Júri no Festival de Sitges — um dos festivais de horror mais respeitados do mundo — e 11 indicações no Asian Film Awards, a maior quantidade de indicações de qualquer filme naquele ano. No agregador Rotten Tomatoes, o filme mantém 93% de aprovação com nota média de 7,6/10 entre 45 críticos.

Nossa análise

✅ Pontos fortes

  • Estrutura em duas partes expande de horror familiar pra trauma histórico coletivo sem perder coesão
  • Elenco de peso (Choi Min-sik, Kim Go-eun) entrega atuações reconhecidas em múltiplas premiações
  • Retrato detalhado e respeitoso do xamanismo coreano, raramente explorado com esse rigor no cinema
  • Reconhecimento crítico internacional (Sitges, Rotten Tomatoes) além do sucesso comercial doméstico

❌ Pontos fracos

  • Parte da crítica aponta ritmo e desenvolvimento de trama mais fracos na transição entre as duas metades
  • Contexto histórico específico (ocupação japonesa) pode exigir alguma pesquisa prévia pra espectador internacional

Nossa avaliação

8.8/10

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