ARTMS é, antes de tudo, uma história de reconstrução. O coletivo nasceu depois da dissolução conturbada da BlockBerry Creative — a agência do LOONA — num processo que envolveu disputas legais e saídas polêmicas de integrantes. O que poderia ter sido o fim de uma das formações mais ambiciosas do K-Pop se transformou, em vez disso, num projeto artístico com mais liberdade criativa do que o grupo original jamais teve.
Quatro artistas que já tinham provado seu valor juntas — só precisavam de uma estrutura que as deixasse decidir, pela primeira vez, quem queriam ser.
— A origem do ARTMS
De LOONA a ARTMS
O ARTMS reúne quatro ex-integrantes do LOONA — Heejin, Kim Lip, JinSoul e Choerry — sob a gestão da Modhaus, agência fundada justamente para dar a esses artistas o controle criativo que faltava na estrutura anterior. Heejin foi a primeira integrante a debutar no LOONA, em 2016, e se tornou a mais reconhecível internacionalmente — sua liderança no ARTMS foi recebida pelos fãs como continuidade natural de um legado que ela já carregava havia quase uma década.
Dall: um álbum lançado fora do sistema tradicional
Em 2023, o coletivo lançou o álbum “Dall” com distribuição independente, sem o suporte de uma grande agência de distribuição — uma aposta que dependia diretamente da fidelidade da base de fãs para garantir vendas físicas. O resultado validou a estratégia: o ARTMS opera com um modelo de co-criação com fãs mais explícito do que a maioria dos grupos, com as integrantes participando diretamente de decisões de conceito e figurino, algo praticamente impensável dentro da estrutura hierárquica que caracterizava a gestão anterior.
Choerry e a liberdade pós-LOONA
Choerry (Choi Yerim) é frequentemente citada como o exemplo mais claro de uma artista que floresceu criativamente depois de deixar a gestão restritiva da BlockBerry Creative — acumulando mais projetos solo e colaborações em um ano de ARTMS do que em anos inteiros de LOONA. É um contraste que diz muito sobre o que mudou estruturalmente entre os dois capítulos da carreira dessas quatro artistas, e sobre o que pode acontecer quando idols ganham, finalmente, voz nas próprias decisões.
- Agência
- Modhaus
- Origem
- Ex-integrantes do LOONA
- Integrantes
- 4
- Fandom
- Loveloops
- Álbum marcante
- “Dall” (2023, distribuição independente)
- Modelo
- Co-criação com fãs
Por que o ARTMS importa para a indústria
O caso ARTMS se tornou referência de como artistas podem reconstruir carreira e identidade depois de uma saída conturbada de agência — um tema cada vez mais relevante no K-Pop, onde disputas contratuais entre idols e empresas se tornaram mais públicas e mais discutidas pelos fãs nos últimos anos. O sucesso do coletivo é, em certo sentido, uma prova de conceito para outros artistas em situação semelhante.
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Para conhecer a trajetória completa de Heejin, Kim Lip, JinSoul e Choerry antes da formação do ARTMS, vale revisitar a história do LOONA — o capítulo anterior dessa mesma narrativa.








