

Oh, Valentine
오, 발렌타인
“Duas décadas de silêncio não conseguem apagar as cinzas de uma revolução.”
Dossiê
Sinopse
O longa-metragem traça uma crônica social densa ao cruzar duas linhas temporais distintas separadas por duas décadas de história coreana. No presente, acompanhamos um revolucionário fracassado que decidiu abandonar a agitação das fábricas e o caos urbano para viver em completo isolamento. Esse retiro silencioso é interrompido por memórias e traumas do passado que estão diretamente ligados à morte trágica de um operário terceirizado, ocorrida vinte anos antes. À medida que o protagonista revive as circunstâncias daquela perda, as forças da culpa e da repressão ideológica vêm à tona, forçando-o a confrontar o fantasma de seus ideais perdidos. O filme desenvolve as consequências psicológicas desse isolamento político, explorando se ainda restam vestígios de esperança ou se a possibilidade de uma nova revolução foi totalmente esmagada pelo tempo.
Bastidores
Curiosidades
- 1O diretor utilizou locações em zonas industriais reais desativadas da Coreia do Sul para conferir um aspecto documental e cru à ambientação do passado.
- 2Para construir o aspecto de isolamento do protagonista, o ator principal passou por um período de preparação solitária nas locações rurais antes do início das filmagens.
- 3O filme foi selecionado e exibido em festivais de cinema independente na Coreia, gerando debates sobre as condições históricas e atuais do trabalho terceirizado no país.
- 4A trilha sonora dispensa arranjos grandiosos, utilizando predominantemente ruídos de maquinários de fábrica distorcidos e sons da natureza para ditar a atmosfera do longa.
- 5O roteiro baseia-se parcialmente em relatos e entrevistas reais coletadas com antigos ativistas sindicais das décadas passadas.





