Kai do EXO: o dançarino que virou embaixador da Gucci e referência de moda de luxo
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Kai do EXO: o dançarino que virou embaixador da Gucci e referência de moda de luxo
Artistas· 7 min

Kai do EXO: o dançarino que virou embaixador da Gucci e referência de moda de luxo

Dançarino principal do EXO e embaixador da Gucci desde 2019, Kai é o caso mais completo de K-Pop idol que cruzou do entretenimento para a mo

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Kai do EXO é o caso mais claro no K-Pop de um artista onde dança, moda e identidade artística se fundem a ponto de ser impossível separar as três. A Gucci não contratou “o dançarino do EXO”. Contratou Kai — e essa distinção começou a existir porque o trabalho ao longo de uma década tornou o suficientemente óbvio que havia algo além do grupo ali.

O que faz um dançarino de K-Pop ser convocado pela Gucci, aparecer em capas de revista de moda que não são de K-Pop, lançar um álbum solo que co-dirigiu visualmente — não é apenas talento. É uma coerência de identidade artística que atravessa tudo que ele faz.

— Kai e a construção de identidade artística total

Dançarino principal, embaixador de moda, artista solo

Kai (Kim Jong-in) é o dançarino principal do EXO desde o debut em 2012 — o que, no contexto do EXO, é uma posição de alto nível técnico num grupo que tem múltiplos membros com formação em dança. O que diferencia Kai dos outros dançarinos do EXO não é apenas técnica: é a qualidade de presença cênica que os instrutores de dança descrevem como “musicality” — a capacidade de fazer cada movimento responder à música de forma que parece inevitável, não coreografada.

A colaboração com a Gucci como embaixador começou em 2019 e marcou um antes e depois na relação entre K-Pop idol e moda de luxo. Antes de Kai, havia idols que vestiam Gucci em fotos. Depois, havia Kai — que foi a desfiles, estreou em campanhas globais e tornou-se o modelo de referência para como uma grande marca de moda ocidental pode construir uma parceria genuína com um artista de K-Pop.

Nome real
Kim Jong-in
Grupo
EXO / EXO-K / SuperM
Agência
SM Entertainment
Embaixador
Gucci Global (desde 2019)
Função
Dançarino principal / vocal

Discografia essencial

Com o EXO: Growl (2013), Overdose (2014), Power (2017). Com EXO-K e faixas com destaque de Kai: Wolf (2013), Monster (2016). Solo: KAI (álbum homônimo, 2020) — com a faixa Mmmh que estabeleceu a identidade solo; Peaches (2021). Cada projeto solo de Kai tem conceito visual e estético que ele participou ativamente de definir, o que os diferencia de lançamentos solos mais convencionais de grupos.

Quando a moda e o K-Pop se encontram de verdade

Há muitas colaborações entre marcas de luxo e idols de K-Pop. A maioria é um acordo de endorsement onde o idol usa a roupa e a marca ganha o alcance. A Gucci e Kai é diferente — há co-criação, participação em decisões criativas e uma presença na narrativa da marca que funciona nos dois sentidos. É o modelo que vários idols da 4ª geração buscam replicar, com graus variados de sucesso.

SuperM e a aposta de projeção internacional

Kai foi um dos membros selecionados para o SuperM — o supergrupo criado pela SM Entertainment com membros de EXO, SHINee, NCT e WayV para projeção no mercado norte-americano. A performance de estreia na Casa Branca em 2019 e as apresentações nos Estados Unidos foram projetadas exatamente para estabelecer credibilidade junto a audiências que não seguem K-Pop mainstream. Kai funcionou bem nesse contexto porque sua habilidade de dança comunica sem necessitar de contexto cultural: é performance que se sustenta sozinha.

EXO e o sistema de subunidades EXO-K / EXO-M

Quando debutou em 2012, o EXO foi lançado pela SM Entertainment com uma estrutura dupla: EXO-K, promovendo em coreano para o mercado doméstico, e EXO-M, promovendo em mandarim para o mercado chinês — ambos com os mesmos conceitos musicais, mas formações de membros parcialmente distintas. Essa estratégia de dupla unidade, similar ao que mais tarde inspiraria o conceito do WayV dentro do NCT, permitiu ao EXO atingir dois dos maiores mercados de música da Ásia simultaneamente desde o primeiro momento.

Com o tempo, a distinção EXO-K/EXO-M perdeu relevância prática conforme o grupo passou a promover majoritariamente como unidade única, mas a divisão original moldou a forma como os membros desenvolveram relações de proximidade dentro do grupo e influenciou decisões de carreira individual de longo prazo, especialmente para os membros chineses que posteriormente deixaram o grupo.

Saídas de membros e o EXO como entidade resiliente

O EXO original tinha 12 membros; ao longo dos anos, três membros chineses (Kris, Luhan e Tao) deixaram o grupo por disputas contratuais com a SM Entertainment, processos judiciais amplamente cobertos pela imprensa coreana e chinesa. Apesar dessas saídas significativas — que poderiam ter desestabilizado permanentemente outros grupos — o EXO manteve identidade comercial forte com os 9 membros restantes, continuando a ser um dos grupos mais vendidos da Coreia do Sul ano após ano, com certificações de disco de platina consecutivas.

SuperM e a expansão para o mercado americano

O EXO foi a base original do conceito SuperM, supergrupo formado em 2019 pela SM Entertainment reunindo membros de EXO, NCT 127, WayV e SHINee especificamente para testar o mercado norte-americano. Para os membros do EXO envolvidos — incluindo Baekhyun e Kai — o projeto representou uma oportunidade de performance para audiências que não tinham contexto prévio do grupo, abrindo uma porta de entrada alternativa que complementou a base de fãs já estabelecida do EXO na Ásia.

Discografia coletiva e os pilares sonoros do grupo

A discografia do EXO é dividida em fases sonoras claramente identificáveis: a era inicial mais próxima de R&B e hip-hop (MAMA, 2012; Growl, 2013), a fase de consolidação pop mais elaborada (Call Me Baby, 2015; Monster, 2016), e os trabalhos mais recentes que incorporam produção eletrônica mais experimental (Obsession, 2019; Don’t Fight the Feeling, 2021). Cada álbum reflete não apenas tendências da indústria na época, mas também a maturação vocal e de performance dos membros ao longo de mais de uma década de carreira ativa.

SuperM e a primeira turnê asiática-americana coordenada pela SM

Como um dos rostos mais visíveis do SuperM, Kai performou na estreia do supergrupo na Casa Branca em 2019 e na abertura da parada Billboard 200 — eventos que expuseram sua habilidade de dança a audiências que avaliam performance por padrões internacionais de dança contemporânea, não apenas pela lente específica do K-Pop. Essa validação cruzada ajudou a consolidar Kai como um dos dançarinos mais tecnicamente respeitados da indústria coreana globalmente.

Carreira solo e a direção R&B mais madura

Os álbuns solo de Kai — incluindo Kai (开) (2020) e Rover (2023) — exploram uma direção sonora de R&B e dança contemporânea mais madura do que o material do EXO, permitindo a Kai expressar uma identidade artística adulta que complementa, sem competir, com sua posição dentro do grupo. Essa segmentação clara entre material de grupo e material solo é um modelo que vários artistas de K-Pop de longa carreira adotaram com sucesso comparável.

EXO-L e a base de fãs que sustentou mais de uma década

O fandom do EXO, chamado EXO-L, é uma das bases de fãs mais antigas e estabelecidas ainda ativas no K-Pop contemporâneo, tendo acompanhado o grupo desde o debut em 2012 através de saídas de membros, controvérsias contratuais, serviços militares escalonados e mudanças profundas na própria indústria musical coreana. Essa longevidade de fandom é parte do motivo pelo qual o EXO continua relevante comercialmente mais de dez anos após o debut, numa indústria onde a maioria dos grupos da mesma geração já dissolveu ou perdeu relevância comercial significativa.

Coreografia como linguagem internacional sem barreira de idioma

A reputação de Kai como dançarino se sustenta numa característica específica da dança como forma de expressão: ela comunica sem depender de tradução. Isso permitiu que sua habilidade fosse reconhecida por audiências e profissionais de dança em mercados onde o K-Pop tem penetração cultural limitada, ampliando seu reconhecimento de forma que artistas dependentes primariamente de vocal ou rap em coreano não conseguem replicar com a mesma facilidade.

A presença de Kai em campanhas publicitárias de grande escala, além da Gucci, inclui marcas de tecnologia e bens de consumo que buscam especificamente seu apelo visual e de movimento — uma versatilidade de endorsement que poucos idols masculinos do K-Pop sustentam com a mesma consistência ano após ano.

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